NECA

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domingo, 14 de junho de 2020

MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS

O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA






NECA MACHADO



“MEMÓRIAS DE PUTAS VELHAS”
(LEMBRANÇAS AMARGAS)
*O SONHO EUROPEU DE CABOCAS DA AMAZÔNIA
RELATOS REAIS- PESQUISAS NA AMAZÔNIA






AMAZÔNIA-BRASIL
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APRESENTAÇÃO


          Como uma verdadeira Mulher da Amazônia, nascida no extremo norte do Brasil, fronteira com a Guiana francesa, meio do mundo literalmente, na Linha do Equador, estado banhado pelo majestoso Rio Amazonas, “sinto me na obrigação de deixar as futuras gerações este relato exaustivo de pesquisas realizadas por mim, ao longo de mais de três décadas”, como Jornalista, tenho DRT.
Escutei desde criança, estórias de terror de Mulheres ribeirinhas, que iludidas por sonhos de prosperidade com a valorização do “franco” moeda europeia da década de setenta, se aventuravam pelas correntezas do Rio Oiapoque, em busca de um futuro melhor, muitas morreram, desapareceram sob as aguas e nunca foram encontradas, outras sobreviveram para relatar a poucos ouvintes suas dores.
São mais de 200 relatos reais que escutei atenta sem interferir, e agora reproduzo de maneira literal em forma de contos, uma odisseia de terror. Muitas conseguiram sobreviver as doenças, as humilhações e as diferenças culturais entre o Brasil, extremo norte, muitas vieram também do Nordeste e a Europa. Outras não gostam de lembrar do passado, tem filhos oriundos dessas relações, muitas conseguiram cartas de residentes, outras tantas falam o idioma francês com fluência, porque Caiena na Guiana francesa continua sendo um Condado da França.
São estórias reais com a “minha característica” de reproduzi-las com pura emoção literal.





BIOGRAFIA
Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018 e 2019. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)





HOMENAGEM A TODAS AS “MARIAS “

Começo essa odisseia literária com um POEMA dedicado a “TODAS AS MARIAS”

MARIAS, anônimas, verdadeiras heroínas, muitas analfabetas, outras tantas sem perspectivas de um futuro educacional, que viram na prostituição um galgar para terem melhores “qualidade de vida”, numa vida “considerada por muitos imbecis, FÁCIL, mas que de fácil era um verdadeiro inferno na Terra, me disse “uma velha prostituta. ”

MARIAS, subjugadas a verdadeiras torturas, maltratadas por verdadeiros homens-animais, que viam no sexo, apenas um extravasar de espermas, fazendo delas, deposito de seus excrementos, muitas delas, morreram de doenças sexualmente transmissíveis sem sequer saberem o nome, diziam algumas que começava apenas com um “esquentamento”, e aí, tantas outras foram contaminadas por hepatite “C”, AIDS, tuberculoses, pegaram malárias 10 vezes, me disse uma...

E tantas outras até hoje tem vergonha do passado.

MARIAS, sem véu, sem mantos, somente com prantos...

MARIAS, que sorriam na hora do pagamento, mas que choravam por dentro na hora de irem para a cama com homens, sujos de corpo e de alma, muitos vindos dos garimpos, sem higiene, violentos e sem educação, homens afrodescendente verdadeiros animais, nascidos no outro lado do rio Oiapoque, me disse outra, eram “avantajados sexualmente” e “nos arrebentavam literalmente” me disse outra.

TENHO ORGULHO DE SER “MARIA”, MEU NOME É MARIA!

Este livro é DEDICADO A TODAS AS “MARIAS”: (Maria... Raimunda, Joana, Joaquina, Tereza, do Carmo, Conceição, Isaura, Izabel, Cecilia, Celia, Osvaldina, Lucia, Antonia, Benedita, das Dores...E a Todas as outras que se envergonharam na PROSTITUIÇÃO de serem MARIAS, e mudaram seus nomes originais.

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“IN MEMORIAN”

DE
TODAS

AS "MARIAS", MORTAS NA PROSTITUIÇÃO
(  +  )



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MEU NOME É MARIA! (Neca Machado)
TEMPESTADE E CALMARIA.



MEU NOME É MARIA!
SOU TEMPESTADE E CALMARIA!

“Posso ser atingida por ondas, mas, não afundarei, porque se não houver chuvas, não haverá floradas...”


EU não sou Santa,
Nem tenho manto,
Mas, tenho fé...
Desbravo a dor
Cheia de pranto
Faço do encanto
A magia em curso, feito Maré....

MEU NOME É MARIA!
INTENSA, CHEIA DE TERNURA
Caminho, percurso de pura coragem.
Atravesso PONTES entre Continentes sem olhar para trás.


MEU NOME É MARIA...

Posso ser, Joana, sem ter espadas,
 Vitoria com minhas glorias,
 Sabrina com meu sabre das entranhas da Mata,
Posso ser uma ISIS tucuju com o sabor da floresta nativa, nascida e parida no Rio Amazonas.
DIANA, iluminada pelo Sol do Equador.
Posso ser MAIA, soberana das Marés.
Posso ser IRENE pacificando meus próprios conflitos.
Posso ser AFRODITE, como uma espuma saída das POROROCAS e das lendas da floresta.
Posso ser MAIA, Terra nativa, cultivando minha essência Raiz.
MAS, SOU, SOMENTE MARIA!
NÃO SOU DEUSA, NEM RAINHA,

APENAS MARIA!
TERRA, CHÃO, MARÉ E CORAÇÃO!

Não sou Santa de candura, mas, cultivo a fé!
Na harmonia das horas
Sou tão Senhora, de Maria a Nazaré...
Sou Senhora de meus Sonhos,
Tenho o encanto da floresta,
Brilho suave na testa
Essência nativa da Terra.
Banhada com a magia de deuses afros.
Que aportaram suas Luzes divinas
Em minha cor.

MEU NOME É MARIA!

Sou descendente afro, cultivada na derme, gravada no amago.
MARIA de suor, lagrimas, dor e alegrias,
MEU NOME É MARIA! TEMPESTADE E CALMARIA.

Maria feito maré sem rumo
Que desagua em norte incerto
Com o vento bravio no rosto, como recompensa
Serena, altiva e MARIA!
ENTRE NAÇÕES, CONTINENTES E OCEANOS...

MEU NOME É MARIA!
Caminheira sem raiz
Com raízes aéreas, motriz de uma força singular.


MARIA compasso
Passo, encanto, magia
Soneto, rima, poesia...
MARIA, MARÉ, TEMPESTADE E CALMARIA!
MEU NOME É MARIA!
ENTRELAÇADA DE SONHOS DE ESPERANÇA.

Percurso e fé,
Caminho, trilhas, ninhos
Prados, montanhas
Céu infinito
Nuvens esparsas
Voo livre, MEL NOS OLHOS...

SOU A MARIA, mas, não sou SANTA.
Sem manto, tenho prantos,
Tenho dor, tenho risos de encantos,
Mas, tenho fé!

MEU NOME É MARIA!
TEMPESTADE E CALMARIA!
Dependendo da euforia.
“ORGULHO DE SER, SIMPLESMENTE MARIA! ”



(Neca Machado, está APOSENTADA, e mora na EUROPA)


MEU NOME É MARIA!  MAR, MARÉ, MARESIA...
TEMPESTADE E CALMARIA



O LIVRO VAI SER LANÇADO NA EUROPA


                                          A MORTE DA PUTA “NIKITA”

(Neca Machado está APOSENTADA e mora na Europa)



(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)






A MORTE DA PUTA “NIKITA”


A cena parecia filme de terror, me disse ELA (  )
Prostitutas gritando, o sangue escorrendo no meio da poeira...


          NIKITA, não era seu nome, ninguém nem sabia sua origem, contava tanta mentira que logo a máscara caiu.
Quando se vai para o garimpo ou para se viver outra vida, como a da prostituição, mulheres que tem um pouco de “inteligência” repetia ELA, (   ) esquecem o passado, muitas têm família, outras estudaram até o 2º grau, me pergunta: ainda tem segundo grau?
Respondonão existe mais, a educação mudou, estamos em pleno século XXI e agora tem ensino tecnológico.

O que?
Deixa para lá, continue, repito.
E me disse que naquele dia, parece até que o céu chorou.
Ela estava lá, escutou falar do crime.

           NIKITA era Homem, chegou ao Oiapoque vestida de Mulher, era linda, tinha os olhos feito uma peteca, verdes, brilhantes, o corpo de um menino de 15 anos, fala mansa, unhas bem pintadas, cabelo sedoso, o seio pequeno tentava aparecer que era uma verdadeira Mulher, sentava com as pernas cruzadas feito uma Dama, o batom sempre impecável, as argolas pareciam de ouro, disse que ganhou de um garimpeiro, acreditei, era ouro mesmo.

NIKITA, não sabe nem como foi apelidada de NIKITA.

Disse que conheceu um gringo, que ele tinha ido a Rússia e que a achava parecida com uma tal NIKITA, ela gostou tanto do nome que resolveu mudar o seu original e ficou apenas NIKITA.

Atravessou o Rio numa catraia, com tanto medo que os dentes não paravam de bater, dizia que aquilo era uma verdadeira odisseia, que merecia ter o seu próprio filme, que sua vida era um roteiro para fazer sucesso em Hollywood.

NIKITA foi parar num garimpo no meio da mata,  
Na primeira malária só queria voltar.
Mas, prometeu que ia comprar um fusca, seu sonho de consumo, e disse que nunca ia desistir.
Seus dentes ainda bons, mereciam tratamento melhor.
Correndo da polícia francesa deixou cair até a pasta de dentes e para não ficarem amarelos (cheios de carie) lavava de manhã a boca com pedaços de carvão, que sobravam do fogo para o almoço, escutou de um cliente que o carvão deixava branco, e era verdade, repetia.

NIKITA teve muito amores-Clientes.

E também teve muitos inimigos, mulheres que foram ao garimpo acompanhar seus maridos em busca do ouro, prostitutas Velhas que tinham ciúme de sua juventude, prostitutas feias que invejavam sua beleza ariana, e ela dizia que era descendente de russos, e quem a não conhecia, a chamava de RUSSA.

Um dia chegou um garimpeiro jovem, que “bamburrou” em outra “currutela”, comprou logo um trator novo, vários moinhos, canos longos para retirar cascalhos e tinha um monte de “interesseira” nos seus futuros lucros, mas ele se apaixonou por NIKITA.

ELA usava um short minúsculo, uma blusa amarrada na cintura fina, e as belas argolas de ouro, e o batom vermelho, sua marca. Seu corpo em formação era lindo, de tanto subir e descer ladeiras em buscas de lagoas cheias de mercúrio, ela nem queria saber se estava contaminada ou não, se sentia a própria atriz de Lagoa azul, a tal Brooke Shields, a bunda cresceu e ficou linda, e se orgulhava do corpo escultural que ganhou na profissão.
Mas, NIKITA tinha outros amores.
Muitos platônicos e violentos, muitas vezes aparecia com marcas roxeadas nos braços, e dizia que tinha caído ao subir numa arvore.

E no dia que NIKITA SUBIU AO CÉU, me disse a VELHA PROSTITUTA.
“O céu chorou”.


FATO:
           Ela (NIKITA) acordou de manhã cedo, foi ver um garimpeiro, precisava trabalhar, o sonho do fusca, não morreu, e ELE (   ) muito irritado porque achava que estava sendo “traído” por uma PUTA JOVEM, que nem era Mulher, segundo o relato, começaram uma discussão, e ela foi agredida, para se defender, pegou um pedaço de pau, e ELE uma “peixeira”, ELA MAGRA, e ele gigante, a golpeou várias vezes e seu último pedido ao grupo que assistia, era para avisarem sua mãe.

NIKITA MORREU.

No Garimpo, sem Lei.
NIKITA foi velada debaixo de uma arvore, dentro de uma rede pobre, teve velas, algumas flores tiradas no mato, um pai nosso rezado às pressas, uma canção ao fundo que gostava cantada por outra prostituta amiga, e uma chuva tão forte caiu do céu, que muita gente disse, que foi castigo, que “O CÉU CHOROU”.

Depois da chuva NIKITA foi enterrada no meio da floresta.

Muitas foram embora com medo, outras prostitutas ficaram para aproveitar a safra do ouro, porque diziam as, mas línguas, que quando (se jorra sangue no garimpo), o Ouro vem com abundância, e era verdade, o garimpeiro apaixonado por NIKITA bamburrou.
E muita gente, chamava ele por trás, de VIUVO DA NIKITA.
Boatos surgiram que ele mandou matar o assassino,
No garimpo não existe LEI, a lei é feita pelos mais fortes.
E mexendo num velho radio na porta dos 80 anos, ela se espanta, ao escutar uma canção de Elton John, chamada NIKITA de 1985, no álbum (Ice on fire)

CHOROU!

NIKITA ERA MESMO FOGO. (Pensei)

domingo, 7 de junho de 2020

2020 O ANO DA MORTE....


“LEMBRANÇAS, enfim...Lembranças. ”

*2020 (Nº 4, O NUMERO DA MORTE?)
(No Japão, existe a superstição de que o número 4 esteja vinculado à morte. Por esse motivo, evita-se que o mesmo seja pronunciado.”



(Neca Machado)
BIOGRAFIA

Neca Machado (Ativista Cultural, altruísta, Folclorista, Contadora de Estórias, que preserva os sabores e saberes da Amazônia, através dos Mitos e Lendas da Beira do Rio Amazonas no extremo norte do Brasil, é, Administradora Geral, Artista Plástica, Bacharel em Direito Ambiental, Especialista em Educação Profissional, Escritora de Mitos da Amazônia, fotografa com mais de 100 mil fotografias diversas por 11 Países (Europa, Oceania, América do Sul) 2016, classificada  em 2016  na obra brasileira “Cidades em tons de Cinza”, de novo em 2017, Concurso Urbs,  classificada com publicação de um poema na obra Nacional, “Sarau Brasil”, Novos Poetas de 2016, de novo em 2017, 2018 e 2019. Pesquisadora da Cultura Tucuju, Contista, Cronista, Poetisa, Coautora em 28 obras lançadas em Portugal em 2016, 2017, 2018, 2019, 2020. Autora independente da Obra Mitos e Lendas da Amazônia, Estórias da Beira do Rio Amazonas, publicada em 02 edições em Portugal em 2017, edição limitada, Coautora na obra lusa, lançada em Lisboa em 09.09.2017, A Vida em Poesia 2, coautora na obra “A vida em Poesia 3”, 2018, coautora na obra “a vida em poesia 4” (14.09.Lisboa-2019) coautora na obra lançada em Genebra- Faz de Conto (Make believe) bilíngue, português e inglês, 2018, coautora na obra lançada em Zurique “Tributo ao Sertão-2018”, coautora na obra lusófona (Além da terra, além do céu, lançamento em São Paulo- 2018) co autora na obra lusa – Liberdade-editora Chiado-2019, co autora na obra lusa Poem’art, Porto-2019. Licenciada Plena em Pedagogia, Gastro-Foto-Jornalista, Blogueira com 30 blogs na web, 26 no Brasil e 04 em Portugal, Quituteira e designer em crochê.)



“LEMBRANÇAS, enfim...Lembranças. ”
Hoje somente tenho boas lembranças, de lugares, de pessoas, de coisas, de sabores…. Enfim...

          Mais um dia na orla do Oceano Atlântico, o vento frio de um período balnear na Europa, onde escolhi depois de aposentada morar e morrer, mas na memória, sinto um pouco de tristeza da alegria de pessoas que CONVIVI quando morava no Brasil, no extremo norte da Amazônia, muitos nem eram meus amigos, mas, eram “pessoas que aprendi a sorrir com suas presenças e alegrias. ”


(Neca Machado está APOSENTADA E MORA NA EUROPA)

Tenho um CONCEITO PRÓPRIO DE AMIZADE, e não vou mudar.




2020 um ano para não se esquecer. PARA MUITOS, O NUMERO DA MORTE
O número 4 (quatro) representa a solidez e tudo aquilo que é tangível. Ele foi utilizado por Pitágoras para fazer referência ao nome de Deus. Isso porque, para esse filósofo e matemático, o número 4, era perfeito.

Na Numerologia, o número 4 se traduz em estabilidade e progresso nas personalidades das pessoas. Indicador de capacidade de organização, o seu bloqueio, por outro lado, sinaliza dificuldades de progressão.

Ele está ligado aos símbolos da cruz e do quadrado. Em virtude dessa ligação, especialmente com a cruz, é um número de grande importância.

No Japão, existe a superstição de que o número 4 esteja vinculado à morte. Por esse motivo, evita-se que o mesmo seja pronunciado.

Na Bíblia, o Livro do Apocalipse indica a ideia de universalidade do número 4. Nesse livro são mencionadas situações em que é frequente a presença do número.
Assim, são 4 os cavaleiros que trazem as 4 pragas maiores.

São 4 os anjos destruidores que ocupam lugar nos 4 cantos da terra.

São também 4 os campos das doze tribos de Israel, entre outros.
O Vedas, livro sagrado do Hinduísmo, é dividido em 4 partes: Hinos, Sortilégios, Liturgia e Especulações.

Os ensinamentos de Brama, deus do trinário hindu, também são divididos em 4 partes: regiões do espaço, os mundos, as luzes e os sentidos.

Finalmente, são 4 os evangelistas (autores que escreveram sobre a vida de Jesus): Mateus, Marcos, Lucas e João.

Por mais esses motivos, o número 4 comporta o aspecto sagrado.
Várias coisas são representadas por quatro elementos. São exemplos:
·         As quatro direções cardeais: norte, sul, leste e oeste.
·         As quatro estações do ano: primavera, verão, outono e inverno.
·         Os quatro elementos: ar, fogo, água e terra.
·         As 4 fases da vida humana: infância, juventude, maturidade e

Morreram muitos conhecidos desde o início do ano, até agora, mas, infelizmente, não vai parar, ainda terei a angustia, se não morrer antes, de saber da MORTE de alguém que convivi.

LEMBRANÇAS:

·         SINEY SABOIA: MAESTRO:


 l         Lembro do Siney como um MENINO, sempre lhe disse que era um menino, pequeno de porte mediano, mas com um belo sorriso de afeto todas as vezes que me encontrava, muitas vezes trabalhamos juntos em eventos, EU era a Mestre de Cerimonial e ELE estava lá para dar o seu verdadeiro talento musical, faleceu jovem cheio de projetos, cheios de sonhos, cheio de vitalidade e HUMANISMO, sua grande característica.

·         DR. EDUARDO CONTRERAS:

Chegou ao Amapá na década de oitenta e conheceu minha MÃE, IZABEL MACHADO. Um dia ao nos encontrarmos, ele ao lado da esposa, me contou uma bela LEMBRANÇA, onde escrevi um conto, que falava da grandiosidade de uma verdadeira Mulher da Amazônia, ELA, Dona Izabel, pequena, parecia frágil, mas com uma grande força interior de VENCER, e venceu me disse ele, e eu EXCLAMEI: tenho muito orgulho de ser sua sucessora, não sua herdeira, e ele sorriu, foi uma bela despedida.

·         BÁE: BAÉ 


foi meu vizinho décadas no Poço do Mato, éramos crianças e acompanhávamos nossos pais em suas rotinas de geração de renda, lembro do BAÉ, ajudante da venda de pipocas de seu pai, seu Humberto no início do CCA, a escola Gabriel de Almeida Café que era nas dependências do antigo Barão do Rio Branco, ele empurrava o carrinho e EU gostava do cheiro das pipocas, minha Mãe vendia QUITUTES, e ele gostava dos CROQUETES DE PÃO de Dona Izabel.


·         CARLOS LIMA: 

UM VERDADEIRO TALENTO em tudo que fazia, doce, mas irreverente, determinado, como jornalista no início de carreira ao assistir uma parte de sua peça seu PORTUGA, fiz uma reportagem sobre ele, e anos depois voltamos a nos encontrar em eventos onde EU apresentava no Teatro das Bacabeiras e ele Diretor da Instituição, era afetuoso comigo. E de novo nossos caminhos se cruzaram, quando fui trabalhar no Centro Franco Amapaense, e lá estava ele, um pouco abatido por problemas de saúde me disse um dia, mas sempre que chegava, tomava um café e EU era a primeira pessoa a cumprimentar, de sorriso fácil, voz aveludada, com orgulho imenso de suas conquistas, adorava falar de suas viagens e me provocava dizendo que íamos nos encontrar no próximo destino, sim o próximo destino será a última morada.





·         E HOJE: 07.06.2020, leio mais uma partida, a do MESTRE GUILHERME JARBAS, aos 72 anos de idade.


“Um ser humano SINGULAR. ”

Gosto muito de definir algumas pessoas COMO SINGULARES, únicas, sem a pluralidade.
A mim, pessoas plurais, são comuns, e PESSOAS SINGULARES, SÃO UNICAS, não haverá outra igual, são únicas porque possuem características somente SUAS que jamais serão igualadas a outras.
SINGULARES porque suas atitudes e conhecimentos serão eternizados com elas, muitos deixarão seus legados, mas, levarão com eles ao tumulo, suas virtudes, seu caráter, e suas características.

GUILHERME JARBAS era uma dessas pessoas.
Mesmo doente, sabia valorizar seus verdadeiros AMIGOS, quando um deles falecia, lá estava ele para enaltecer suas qualidades, foi assim em vários encontros que nos cruzamos, foi encontros em eventos culturais, encontros na porta de um grande e afetuoso amigo JOÃO SILVA, era culto, generoso, cativante, SINGULAR.

Fico triste quando vejo uma pessoa partir cheia de sonhos, muitas vezes jovem, noutras na fase adulta, mas volto a repensar na singularidade do NUMERO 4.

Enigmático, cheio de mistérios e cheio de MEDO.

São 4 os anjos destruidores que ocupam lugar nos 4 cantos da terra.

No Japão, existe a superstição de que o número 4 esteja vinculado à morte. Por esse motivo, evita-se que o mesmo seja pronunciado.